abril 05, 2017

|BEDA| Trazer o marketing para dentro das empresas

"Quem não se sente informado não pode assumir responsabilidades. Quem está informado, não tem outra solução que não seja assumi-las"


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O serviço é feito de pessoas para pessoas e os colaboradores das empresas não vão dar aos clientes aquilo que não experienciam pessoalmente. Então, tudo o que se passa nas organizações não é apenas um pedaço do complexo canal de entrega do produto ou serviço ao cliente. 
Ou seja, o sucesso das estratégias das organizações passa por uma ampla disseminação do que a empresa quer e sobre como lá chegar. Afinal, não é meia dúzia de pessoas que consegue mudar uma organização.

Então quem é o nosso público-alvo principal? A quem é que temos de vender as nossas ideias e projectos para as fazer chegar até junto dos clientes?

Para uma melhor interiorização deste pressuposto é importante reflectir sobre 3 grandes dimensões da comunicação. 

Comunicação descendente
É uma informação de carácter formal mediante a qual a emissão de mensagens parte de níveis hierárquicos superiores e destina-se aos níveis hierárquicos inferiores.
É um tipo de comunicação útil na divulgação da missão e valores da empresa e também na explicação do porquê de determinado tipo de actuações. Mas infelizmente, na generalidade das organizações, limita-se a ser uma comunicação propagandística que se caracteriza por fazer aceitar um facto, uma ideia ou um ponto de vista através da imposição. Na maior parte dos casos limita-se a transmitir informação incompleta através dos suportes inadequados.


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Créditos: CulturaColaborativa.com

Comunicação ascendente
Esta segue o caminho inverso, ou seja, parte da base rumo ao topo da hierarquia, sendo factor essencial para uma comunicação descendente eficaz.
Todos os colaboradores têm uma palavra a dizer sobre as principais dificuldades sentidas nas áreas onde operam, podendo contribuir desta forma para a resolução dos contragimentos que afectam a sua actividade. O feedback é crucial.
As pessoas precisam umas das outras e são guiadas pelas emoções. Então, ouvir os colaboradores quando estes têm ideias sobre a melhor forma de actuar é uma das armas mais importantes de um gestor. E conduz a um aumento da produtividade. 

Podemos concluir que a comunicação descendente e ascendente são duas faces da mesma moeda e têm de funcionar como um processo integrado.

Comunicação horizontal
Se as organizações querem que as suas pessoas contribuam para a melhoria dos processos, têm necessariamente de estabelecer a conexão entre os vários departamentos, e encorajar todos a comunicar uns com os outros, desenvolvendo a mobilidade interna e cruzando competências entre os vários sectores de actividade que devem ter objectivos técnicos e económicos comuns.

Depois de termos percebido os três tipos de comunicação existentes, levanta-se uma questão. Será que as pessoas estão dispostas a fazer algo com a informação e o conhecimento que lhes é facultado?
Não obstante, na mente dos gestores pode levantar-se uma questão muito pertinente: "Qual é o retorno financeiro que obtenho ao investir dinheiro e tempo no desenvolvimento da comunicação interna?

São questões que cabe a cada um analisar e pensar de acordo com a sua realidade.

Deixo-vos com as palavras de Charles Handy "A única coisa que em ultima instância mantém uma organização unida é a convicção partilhada do seu propósito e dos seus métodos."

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