novembro 17, 2016

Choques de Lucidez #2 O conformismo & Coitadismo

O ser humano pode viver amordaçado dentro de si, ainda que a sua língua esteja livre para falar. Pode viver acorrentado, ainda que as suas pernas estejam soltas. Pode viver asfixiado, ainda que os pulmões estejam abertos. 


O conformismo é a arte de se acomodar, de não reagir e de aceitar passivamente as dificuldades psíquicas, os acontecimentos sociais e as barreiras físicas. O conformista impede o eu de lutar pelos seus ideais, de investir nos seus projectos e de transformar a sua história.

O conformista é inerte e mentalmente preguiçoso, pelo menos na área em que se considera incapaz e inábil. Não exerce as suas escolhas por ter medo de correr riscos. Não expande o seu espaço por temer a crítica. Prefere ser vítima em vez de agente modificador da sua história. Prefere enterrar os seus talentos a arriscar.

São os Reis das desculpas. Têm sempre justificações para não actuarem, para não treinarem e para não exercitarem o seu intelecto.
Alguns vestem o manto da humildade, mas por dentro exalam o aroma do egoísmo. Nem sempre o conformista é egoísta em relação aos outros, mas certamente é-o consigo mesmo.

O "Coitadismo" é a arte de ter compaixão por si próprio. O "coitadismo" é o conformismo potencializado, o qual tem a faculdade de aprisionar o eu para que este não utilize as ferramentas adequadas para transformar a sua história. 
O "Coitadista" não tem vergonha de dizer: "Sou um desafortunado!", "Ninguém gosta de mim!", "Sou um perdedor!".
São pessoas com um notável potencial, mas que atiram para o lixo esse mesmo potencial.
Nem todos os conformistas são "coitadistas" mas, todos os "coitadistas" são conformistas.

Actualmente, a sociedade está tão neurótica que as crises financeiras e as pressões profissionais podem provocar tantas ou mais doenças do que traumas do passado.
É então importante, conseguirmos superar os nosso conflitos para assim deixarmos de lado, as nossas fobias, inseguranças, obsessões, baixa auto estima, dependências, etc.



                                                                                                                                                     (Texto adaptado de: O código da Inteligência by Augusto Cury)